Fim da primeira temporada no Japão

· Cruising, 2026, Japan

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Depois das ilhas Goto, de repente chegou a hora de ir para Irohajima, para ter uns dias de folga antes de pôr o barco em terra. Já tinha combinado com o Kirk em Fukuoka que a data seria 1 de outubro, por isso no dia 28 levei o barco até lá à vela. E não é que houve umas horas de vento bom? Ainda deu para velejar a sério.

No dia seguinte andava eu entretido com uns pequenos trabalhos quando recebi um e-mail: pode tirar o barco já no dia 30? É que o pessoal do estaleiro vai estar em Okinawa no início de outubro… Ups, dá, mas então há muita coisa para fazer de repente. Tirar a vela de proa (por sorte estava calma podre precisamente quando me pus a isso). Pôr o dessalinizador em conservação, para poder ficar meses parado. E mais uma série de tarefas. O tempo era o Japão no seu melhor: sol e nada de calor excessivo, tempo perfeito para trabalhar no barco.

No dia seguinte ainda levei bastante tempo a levantar o ferro, e às 9 em ponto já me estavam a telefonar: onde é que está? Pois, os japoneses gostam de pontualidade. Eu também, mas desculpeeeeeeem…. Felizmente só cheguei 5 minutos atrasado. Junto ao “travel lift” meti o barco à ré, sem tocar uma única vez no cais, direitinho para dentro do “cubículo” sobre o qual fica o pórtico. E sem propulsor de proa! Dez minutos depois o barco já estava “no ar”. Ficou estacionado provisoriamente, porque no lugar onde devia ficar ainda ia estar um barco de pesca durante umas semanas. Através do Kirk passámos em revista uma lista enorme de trabalhos para o estaleiro. Tudo tinha de ser bem explicado, porque isto é um estaleiro de lanchas de luxo em fibra de vidro, e não de veleiros de alumínio. O trabalho maior é que pedi para substituírem todo o forro de tecido do teto; no último ano começou de repente a descolar em vários sítios e, portanto, a ficar pendurado. Calor a mais nos trópicos!

À tarde estávamos despachados e o Kirk levou-me de carro a Fukuoka e deixou-me no hotel. Tinha deixado uns dias de margem, porque a retirada da água e a entrega podiam perfeitamente não ter corrido tão bem. Para fechar este ano no Japão tinha então primeiro 3 e agora 4 noites num ótimo hotel no centro de Fukuoka, mesmo à entrada da zona dos restaurantes. Logo ao lado do hotel, 3 restaurantes (experimentei 2) e uns 200 m mais à frente um centro comercial com uns 50 (!) restaurantes, entre os quais um de sushi-ao-balcão-em-que-é-o-chef-que-decide (Omakase) e outro com 10 variedades de ostras… Não precisava de ir muito mais longe! Mas fui na mesma: primeiro passa-se pela comida de rua (Yatai), depois pelo muito decente bairro da luz vermelha (com cartazes publicitários muito decentes) e a seguir pelas ruas comerciais superluxuosas de Tenjin (com mais um centro comercial subterrâneo, com umas 200 lojas), onde, entre outras coisas, passei uma horinha muito agradável nas lojas Bic Camera. E tudo impecável, um brinco.

Muito bem formulado, não acham?
Isto também, tudo muito como deve ser…
BIC Camera, também para malas de viagem e bebidas espirituosas
Rosa claro = estações de comboio e metro (subterrâneas), cinzento = centro comercial (subterrâneo)
Lulinha acabada de sair do aquário

No domingo, 4 de outubro, chegou então a hora de voar de volta para casa. Em Fukuoka são só 10 minutos de táxi até ao aeroporto. Podia ter ido de Shinkansen ou de avião até Osaka ou Tóquio, mas em nenhum dos casos se chega ao “aeroporto da KLM”, e assim a viagem fica ainda mais longa. Portanto, toca a entrar no táxi por uns dez euros e depois esperar no lounge pelo A330 da Cathay Pacific. A seguir, 3 horas até ao hub deles em Hong Kong, mais espera, quase perdi o avião, e depois 14 horas no A350 novinho em folha. O serviço no primeiro troço foi ok, nada a apontar. Mas no segundo a Cathay fez jus à fama: serviço perfeito, em que percebem exatamente quando queremos dormir e quando não. Até pude pedir uma pequena refeição extra para quando acordasse. Cinco estrelas. Saí em Schiphol bem descansado, o que sabe sempre bem. Infelizmente houve uma avaria no sistema de bagagens; a minha mala apareceu ao fim de 45 minutos. Melhor do que alguns outros voos, para os quais anunciaram que o melhor era irem para casa. Lá fora estava, claro, a Marion à minha espera; tinha passado uma semana na Madeira e dormido em Schiphol. Num instante em casa: chá com leite, pão escuro da padaria artesanal e depois queijo curado e filet americain. Ai, que saudades disto nos últimos meses!

Portanto, agora de novo em casa. Em março de 2027 seguimos viagem…

Se estiveres a ler isto e a pensar: hmmmm, Japão, também gostava de vir uns tempos a bordo, liga ou manda um e-mail.

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