Em seco em Aruba

· Cruising, 2026, Aruba

Esta página foi traduzida automaticamente. Ler o original (Nederlands)

Pronto, lá se foram mais duas semanas. O tempo voa! Vamos lá ver o que é que andou a acontecer assim, às escondidas.

Como prometido, ofereci à Brigitte e ao Abbie um brunch delicioso no ‘Elements Restaurant at Bucuti & Tara Beach Resort - Adults Only’, que, tal como há seis anos com o sy Pitou e o sy Fidelis, estava divinal. Para a Brigitte as doses eram um bocadinho para o grande; nem os homens conseguiram dar conta de tudo o que ela lhes passou para o prato. Fica-se cá fora, à sombra, com vista para uma praia verdadeiramente lindíssima. Os hóspedes americanos e (sobretudo) europeus do hotel passam o dia inteiro estendidos debaixo de uma palapa (um daqueles guarda-sóis gigantes cobertos de folhas de palmeira) a beber cocktails. E depois, se lhes apetecer, lá se arrastam até ao restaurante para almoçar. Portanto, se cá vierem, este brunch é altamente recomendável: pela “modesta” quantia de 80 USD por pessoa tivemos todos os pratos e meia garrafa de espumante — no nosso caso, sendo três, foram duas garrafas, o que foi mais uma agradável surpresa.

Depois disso, na segunda-feira, fomos ao parque nacional Arikok, se bem que a Brigitte andava um pouco mal do estômago. Na terça-feira despedi-me da família e agora estou “sozinho” até dia 25. Sozinho, pois, nem por isso: desde 2019 que conhecemos aqui o Ingolf e a Enrita. Um casal super simpático — ela é “local” e fala neerlandês, inglês e papiamento. Ele é alemão e fala inglês e alemão. Juntos falam, portanto, inglês — muito engraçado. Ele gere há mais de vinte anos a fábrica de betão local e conhece literalmente toda a gente que conta. A Enrita trabalhou durante anos nos Países Baixos como assistente social, a pôr e a manter no bom caminho jovens das ilhas ABC. Agora transformou o seu hobby, a cerâmica, praticamente na sua profissão. Tornou-se uma verdadeira artista e também dá muitos workshops. Da última vez, o Ingolf até veio connosco a bordo de Aruba até Bonaire.

Enfim, com eles, com o Stefan do catamarã Intrepid Bear e com mais um casal alemão, isto aqui é um corrupio. Não posso dizer o nome deste último casal, porque querem viver longe dos radares. Até o AIS deles está desligado há anos. Acho estranho, mas pronto, não é proibido. Perigoso, isso acho, navegar no mar sem AIS. Mas julgo que já não navegam muito, por isso talvez não seja assim tão grave. É pena, porque têm um catamarã de carbono espetacular, desenhado por eles próprios e construído na África do Sul.

Na quarta-feira fui logo para a Varadero Aruba, onde fui recebido por todos os funcionários (e pelo patrão) como a ovelha tresmalhada. Foi bom estar de volta. Eu próprio não consegui encontrar um carro para alugar, mas a Judith, ao balcão, arranjou-me um em 10 minutos. Caríssimo, ainda assim, para o que é: um Hyundai velho e desconjuntado onde mal caibo. 1500 USD por três semanas é mesmo absurdo, mas pronto, sem carro não se faz grande coisa aqui. Estamos em plena época alta do turismo, está tudo ocupado e o preço dispara… Com o Rishi, o encarregado do pessoal do estaleiro, o barco ficou em seco em meia horinha. Tudo com calma, com o novo e bonito atrelado Roodberg deles. É um sistema excelente para quem não quer um grande pórtico elevador. Eficiente em termos de espaço no parque, mas dá muito trabalho e por isso só compensa onde a mão de obra não é cara. Ou seja, são os venezuelanos, colombianos e surinameses que fazem aqui o trabalho.

Nesta última semana a antivegetativa foi primeiro lixada e depois levou uma nova demão. Os lemes tinham sido feitos em Portugal em outubro, mas já tiveram de ser refeitos por completo; o inox não gosta de tinta… Amanhã ainda um pouco de “Propspeed” no hélice e depois volto para a água. Já não era sem tempo: o tanque de águas negras está cheio e também quero lavar a loiça como deve ser e limpar o interior do barco. Felizmente tenho o frigorífico arrefecido a ar, por isso esse ainda funciona em seco. O ar condicionado do camarote de proa é que não posso usar agora, porque não tenho água para o arrefecer!

Além disso, ando muito ocupado com alguns investimentos que precisam de atenção (infelizmente não é coisa para partilhar aqui em público) e com um novo software de radar. A ideia é que venha a ser, no mundo open source, uma espécie de camada genérica entre o software onde se veem as cartas (e, em breve, o radar) e os vários tipos de radares das várias marcas. Ando nisto há imenso tempo, mas no fim do ano passado apareceu de repente um alemão para me ajudar. Infelizmente, ele tinha posto a IA a programar tudo, porque ele próprio não é programador. E aí percebe-se que o que a IA inventa até é giro, mas a coisa tinha descambado por completo. A IA (Claude) garante que tudo o que fez é fantástico, mas na prática é trabalho de aluno do primeiro ano. Por isso deitei tudo fora e recomecei do zero. Agora também me deixo ajudar pelo Claude, mas trago-o com rédea muito curta. Assim até funciona bem e consegue-se trabalhar mais depressa.

Sexta e sábado foram outra vez muito sociais a bordo do Intrepid Bear, com até 8 alemães, mais a Enrita e eu. No domingo foi toda a gente para o Carnaval, mas aqui festejam-no com música extreeeeeemamente alta, por isso deixei passar.

Comentários