À espera da família no Faial
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Passei umas seis semanas sozinho a bordo na Horta, na ilha do Faial. Muito descontraído: não ia a lado nenhum e pouco mais tinha para fazer do que esperar que a família entrasse de férias. Ia trabalhando um bocadinho no barco e, de resto, socializava. E estamos a falar de praticamente o melhor sítio possível para isso, porque a Horta é, claro está, um ponto de encontro dos velejadores oceânicos, onde passa toda a gente que anda entre a América e a Europa. Além disso, no verão o tempo no Faial é uma maravilha. Às vezes um pouco fresco (17 graus), mas normalmente pouco acima dos 20, com um solzinho agradável.

Com o vizinho alemão bebeu-se vinho tinto, viu-se futebol (muito de vez em quando) e deram-se umas voltas de bicicleta pela ilha. E uma senhora suíça tinha um pequeno negócio a cortar cabelos.

Com os vizinhos franceses ouviu-se música, vendeu-se um motorzinho e inspecionou-se a instalação elétrica deles, que estava pelas ruas da amargura, com direito a conselhos e tudo.
Mas a maior parte do tempo andei com os outros holandeses. Muito bom ambiente!



Também fui mergulhar duas vezes com um dos centros de mergulho locais. Uma das vezes foi num spot local que, comparado com Bonaire, era quando muito simpático. Na outra fomos para o meio do oceano esperar por tubarões. Se se atirar isco que chegue, eles aparecem por si. Infelizmente, segundo o dive master, o vento estava no limite. Para mim estava para lá do limite, porque não conseguia manter a posição, já que íamos a ser arrastados para trás pelo semirrígido que nos tinha levado até lá. Não achei grande coisa da parte da organização.

E, para fechar em grande, houve ainda um concerto na marina, a que era suposto assistirmos no nosso próprio bote ou no de outra pessoa, a ouvir música folk bretã. Muito giro!!
E depois (finalmente!) chegaram a Marion, o Arnold e a Ella… mas isso fica para a próxima!
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